Dívida de Cuba e Venezuela com o BNDS

                                                                    Porto de Mariel em Cuba

A dívida de Cuba e da Venezuela com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social já chega a R$ 3,539 bilhões US$ 682 milhões. Durante os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, empréstimos concedidos pela instituição brasileira para financiamento de obras nos dois países atingiram R$ 10,9 bilhões US$ 2,1 bilhões.

A alegação oficial dos governos petistas era que os investimentos no exterior abririam oportunidades para empresas brasileiras. No entanto, o programa de financiamento à exportação de serviços de engenharia favoreceu apenas construtoras brasileiras envolvidas em esquema de corrupção e, também, sobretudo, países de esquerda aliados do governo de Lula e Dilma.

Embora o programa tenha sido criado em 1998, 88% do total de R$ 54,5 bilhões  US$ 10,5 bilhões em desembolsos ocorreram no período entre 2007 e 2015. No total, foram realizadas obras em 15 países, em 148 operações com prazo médio de 11 anos e dois meses para pagamento dos financiamentos. O maior prazo, de 25 anos, foi para Cuba, no projeto do Porto de Mariel. E a Venezuela foi beneficiada com a menor taxa de juros, de 1,2%.

Apesar das condições mais do que fraternas, a partir de janeiro de 2018, surgiu inadimplência nos pagamentos dos dois países, e o banco acabou acionando o seguro do Fundo de Garantia à Exportação, uma medida para cobrir calotes em operações de empresas nacionais fora do país. Matéria completa no portal R7